domingo, 30 de outubro de 2011

Constante de Equilíbrio...

Qualquer equilíbrio pode ser representado por uma constante de equilíbrio (Kc) , expresa em termos de concentração molar de reagentes e produtos.




Caso:

Kc sejá maior que 1: há mais produtos de que reagentes.

Kc seja menor que 1: há mais reagentes do que produtos.

Equilíbrio Químico...

  • Reações Reversíveis: são aquelas que reagem e formam produtos (reação direta) e os produtos uma vez presentes, voltam a dar origem aos reagentes (reação inversa) até que se atinja o equilíbrio químico.
            Após algum tempo a reação entra em equilíbrio dinâmico, ou seja, ela não cessa, porém:
                     A velocidade direta torna-se igual a velocidade inversa.
                     As concentrações permanecem constantes.

Graficamente:

Alguns Mecanismos de Reação...

  • Reações Elementares: os reagentes colidem e formam os produtos finais, não há produos intermediários.
Exemplo:
1C4H10 O + 6O 2 4CO 2 + 5H 2 O
Atenção!!!!

 Para reações elementares, os expoentes das concentrações dos reagentes são idênticos aos expoentes estequiométricos.

  • Reações NÃO Elementares: os reagentes formam produtos intermediários antes de formar os produtos finais.
Exemplo:
Atenção!!!!

A lei da velocidade sempre estará associada à ETAPA LENTA DA REAÇÃO ou seja, a etapa com maior energia de ativação.

Lei da Velocidade...

  • Expressão matemática que relaciona a rapidez de transformação em relação à variação de concentração de um dos componentes.
  • É obtida sempre experimentalmente e é genericamente dada por:
aA + bB + cC = Produtos 





domingo, 9 de outubro de 2011

Fatores que Alteram a Velocidade de uma Reação...

      Basicamente toda a reação que faz com que o número de colisões favoráveis aumente ou a energia de ativação diminua implica o aumento da velocidade da reação:




           PRESENÇA DE CATALIZADOR

   Um catalizador DIMINUI a ENERGIA de ATIVAÇÃO de uma reação, fazendo com que o estado de ativação seja atingido mais rapidamente, aumentando a velocidade da reação.

                                                          ATENÇÃO!!!!!

                    O catalizador nunca incorpora-se aos produtos, sendo, portanto, recuperado no final da reação.
                    O catalizador nunca altera o valor da diferença de entropia de uma reação, ele apenas diminui o valor da energia de ativação.

domingo, 2 de outubro de 2011

Teoria das colisões favoráveis...

  • Para que uma reação ocorra é necessário que os reagentes entrem em contato.

  • A velocidade está relacionada à orientação das colisões e ao número de colisões.

  • È necessário que exista energia suficiente para que se atinja o complexo ativado.



          Obs: o complexo ativado é o ponto da reação em que as ligações se rompem e se refazem,surgindo novas reações.
    
           Conceitos importantes:

                     Energia de ativação: é a mínima energia necessária para a que a reação ocorra, caso a energia adquirida pelos reagentes seja menor que a energia de ativaçãoa reação simplismente não ocorre.

                     Estado Ativado: fração de tempo em que as moléculas de reagentes colidem de forma favorável, rompem suas ligações e formam novas ligações originando os produtos.




domingo, 25 de setembro de 2011

Cinética Química...

      A cinética química é o ramo da química que estuda a velocidade das reações. Basicamente a velocidade de uma reação é dada pela expressão:


     Caso a Velocidade seja maior do que zero (ou seja, positiva) será a velocidade de Formação de produtos.
      Caso a Velocidade seja menor do que zero (ou, seja, negativa) será a velocidade de Consumo de reagentes.

         
      Velocidade média de uma reação:

      Dada a reação hipotética:

domingo, 18 de setembro de 2011

Maneiras de calcular o ΔH...

      Há três formas de se determinar o valor do ΔH:

  1. Através da entalpia de formação.
  2. Através da entalpia de ligação.
  3. Através da lei de Hess.

      1º  Cálculo do ΔH utilizando Entalpias de Formação:


 Cuidado!!!!!

  • A entalpia de formação de substâncias no estado padrão é sempre igual a zero.

      Para se determinar o ΔH por esse método:

       2º  Cálculo da entalpia utilizando as energias de ligação:

Atenção!!!!!
  • No lado dos reagentes há ruptura de ligações, ocorre absorção de energia (lado endotérmico).
  • No lado dos produtos há formação de ligações, ocorre liberação de energia (lado exotérmico).

  O ΔH é a diferença entre o lado endotérmico e o lado exotérmico, mantendo-se o sinal do número maior.

  
   Obs: O rompimento das ligações libera energia.

      3º   Cálculo do ΔH utilizando a Lei de Hess:

       Para calcularmos o ΔH pela Lei de Hess é necessário termos algumas reações auxiliares e conhecermos a realidade global.

  • Regras para tratar as reações auxiliares:

              Ao inverter uma reação troca-se o sinal do ΔH
   
              Ao multiplicar ou dividir uma equação por um determinado número, o ΔH sofre a mesma operação.

Atenção!!!!!


  • Para se determinar a equação global devemos somar o que estiver do mesmo lado e simplificar o que está de lados opostos.
  • O ΔH da reação global será a soma do ΔH das reações auxilires.

Exemplo:

      A síntese de metano é exemplo de uma sucessão de reações químicas com variações de entalpia particulares:

C(grafite) + O2(g) ⇔ CO2(g) ΔH = – 94,05 kcal
H2(g) + ½ O2(g) ⇔ H2O(l) ΔH = 68,32 kcal
CO2(g) + 2 H2O(l) ⇔CH4(g) + 2 O2(g) ΔH = + 212,87 kcal

    Observe que se multiplicarmos a segunda equação por 2, de modo a balancear as moléculas de água na soma de todas as equações, obteríamos a reação final de grafite e hidrogênio gerando metano:

C(grafite) + O2(g) ⇔ CO2(g) ΔH = – 94,05 kcal
(H2(g) + ½ O2(g) ⇔ H2O(l) ΔH = -68,32 kcal).2 +
CO2(g) + 2 H2O(l) ⇔CH4(g) + 2 O2(g) ΔH = + 212,87 kcal
___________________________________________________
C(grafite) + 2 H2(g) ⇔ CH4(g) ΔH = – 17,82 kcal

    Ou seja, mesmo que uma possível reação direta entre hidrogênio e carbono fosse possível, teria a mesma variação entálpica que a soma das variações das reações intermediárias. Observe que embora a entalpia na segunda reação seja negativa, após a multiplicação por 2, ela continuará negativa (a “regra de sinais” da matemática não deve ser utilizada aqui).

domingo, 4 de setembro de 2011

Calor de Formação e Calor de Combustão...

  •  Calor de Formação ou Entalpia Padrão de Formação de uma Substância:
           É a variação de entalpia verificada na reação de formação de um (1) mol da referida substância, a partir de uma substância simples no estado padrão.

Entalpia padrão 
(ter09.jpg (381 bytes)0f) em kcal/mol
H20 (l)
HCl (g)
HBr (g)
Hl (g)
CO (g)
CO2 (g)
NH3 (g)
SO2 (g)
CH4 (g)
C2H4 (g)
C2H6 (g)
C2H2 (g)
C6H6 (l)
- 68,3
- 22,0
- 8,6
+ 6,2
- 26,4
- 94,1
- 11,0
- 70,9
- 17,9
+ 11,0
- 20,5
+ 53,5
+ 12,3
          Em uma próxima postagem você aprenderá as três maneiras de calcular o ter09.jpg (381 bytes) de uma reação.

  • Calor de Combustão ou Entalpia Padrão de Combustão de uma Substância:
          É a variação de entalpia verificada na reação de comdustão total de um (1) mol da substância, supondo que todos os reagentes e produtos estejam nos respectivos estados-padrão.

                      Obs: Esse tipo de reação é SEMPRE EXOTÉRMICA, por ser a queima de um substância.

                      Obs: Não se esqueça que para ocorrer uma combustão SEMPRE é necessário a presença de Gás Oxigênio.

domingo, 28 de agosto de 2011

Cálculo do valor do ΔH...

      Conceitos importantes:

       Estado padrão da substância: Toda substância simples que se encontra em seu estado  ALOTRÓPICO ESTÁVEL E MAIS ABUNDANTE, é caracterizada como substância no estado padrão e por isso sua ENTALPIA É IGUAL A ZERO.

                 
Substâncias no estado padrão:

O2 (g)  ,N2 (g) ,H2 (g) ,Cl2 (g), Br2 (g) ,Fe (s), Na(s), C(grafite), S(rômbico), P(vermelho), Al(s), Ca(s), Ag(s), Au(s), Hg(L) .

Substâncias fora do estado padrão:

O3 (g)  O2 (L)  ,N2 (L) ,H2 (g) ,Cl2 (L), Br2 (s) ,Fe (L), Na(L), C(diamante), S(monoclínico), P(branco), Al(L), Ca(L), Ag(L), Au(L), Hg(L) .

Moléculas de Carbono



Fósforo Vermelho
Fósforo Branco

domingo, 21 de agosto de 2011

Reações Endotérmicas...

      Nesse caso o recipiente em que a reação se encontra esfria.


      São exemplos de reações endotérmicas as transformações físicas da fusão, vaporização, e a reação da fotossíntese.

  • Equações:
                            A + B + ENERGIA ----------------- C + D
                    
                            A + B ----------------- C + D             Δ H = + ( POSITIVO - ABSORÇÃO DE ENERGIA).

  • Graficamente:

domingo, 14 de agosto de 2011

Reações Termoquímicas...

      Há dois tipos de reações termoquímicas, aqueas que liberam calor (reações exotérmicas) e aquelas que absorvem calor (reações endotérmicas).

      Reações Exotérmicas:

      Nesse caso o recipiente em que a reação está  esquenta.


      São exemplos de reações exotérmicas a  COMBUSTÃO, SOLIDIFICAÇÃO e a NEUTRALIZAÇÃO.

  • Equações:
                             A   +   B  ------------ C   +   D   +   ENERGIA
                             A   +   B  ------------ C   +   D          Δ H = - ( negativo - liberação de energia).

  • Graficamente:

  

domingo, 7 de agosto de 2011

Termoquímica...

      É a parte da quimica que estuda a quantidade de energia (calor) liberada ou absorvida durante uma reação química ou durante uma transformação física.

      Para poder aprender Termoquímica é preciso saber alguns coneitos importantes:
  • Temperatura: é o grau de agitação molecular, quanto maior o grau de agitação molecular,maior a temperatura do sistema.

  • Calor: é energia térmica em transito que vai espontaneamente do corpo de maior temperatura para o corpo de menor temperatura.
 

  • Entalpia (H): é a energia contidaem átomos, moléculas e substâncias químicas. Pode ser absorvida ou liberada durante uma reação química.
  • Entropia (S): Mede o grau de desordem de um sistema, quanto mais desorganizado, maior a entropia.

domingo, 31 de julho de 2011

As quatro propriedades coligativas...

Tonoscopia: É o estudo do abaixamento da pressão máxima de vapor do solvente pela adição de soluto não volátil à solução. Quanto maior o número de partículas mais difícil de evapoar.

Ebuloscopia: É o estudo do aumento da temperatura de ebulição de um solvente pela adição de soluto não volátil à solução. Quanto mais partículas, mais difícil de igualar a pressão interna com a pressão externa.

Crioscopia: É o estudo do abaixamento da temperatura de congelamento do solvente pela adição de soluto não volátil a solução. Quanto mais partículas, menor a temperatura para congelar.

Osmoscopia: É o estudo do aumento da pressão osmótica de um solvente pela adição de soluto não volátil aà solução.
  • meio hipotônico: a solução padrão é menos concentrada que a solução problema.
  • meio isotônico: mesma concentração entre as duas soluções que estão sendo comparadas.
  • meio hipertônico: a solução padrão é mais concentrada que a solução problema.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Propriedades Coligativas...

    São Propriedades relacionadas com a diminuição ou aumento das propriedades físicas de uma solução. Estão intimamente relacionados com a quantidadede partículas de soluto não volátil existentes na solução.

     Conceitos importantes...

            Pressão Máxima de Vapor: é a pressão máxima que o vapor de um determinado solvente exerce sobre a superfície de um gás a uma dada temperatura. Quando há o equilíbrio entre a fase líquida e a fase de vapor, é que se tem a pressão máxima de vapor.



           Ponto de ebulição: um líquido entra em ebulição quando a pressão interna do líquido se iguala a pressão externa.



domingo, 19 de junho de 2011

Titulação...

    É o processo no qual busca-se conhecer a concentração de uma solução problema a partir de uma solução padrão, a qual possui concentração e volume conhecidos.
   
   Para poder fazer a titulação adequadamente, é necessário saber:
* a estequionetria da reação;
* o ponto de equivalência da reação, ou seja, o momento em que a quantidade de mols da solução padrão se iguala a quantidade de mols da solução problema.

Misturas de Soluções COM Reação Química...

    Na mistura de soluções formadas por um mesmo solvente , porém com solutos diferentes, pode ocorrer uma reação química. Essa possível reação ocorre de acordo com uma proporção estequiométrica. Isso nos permite determinar a concentração desconhecida de uma solução por meio de uma técnica conhecida como TITULAÇÃO, que veremos a seguir.

    As misturas de soluções em que ocorre reação química devem ser tratadas com base na reação e a concentração final baseia-se naquilo que ocorreu.

domingo, 5 de junho de 2011

Misturas de Soluções SEM Reação Química...

   
    Este tipo de mistura pode ocorrer entre soluções de solutos iguais ou diferentes, desde que não reajam entre si.

    Para o caso de soluções com concentração molar em mols/L...


        
                                                  MF . VF = M1 . V1 + M2 . V2

    Para caso de concentração comum em g/L...

                                        CF . VF = C1 . V1 + C2 . V2


    Exemplo:

    Qual a concentração de uma solução obtida pela mistura de 500mL de solução de HCl     1 mol/L com 1500mL de solução 2 mols/L do mesmo soluto?
500mL = 0,5L
1500mL = 1,5L
M' . V' + M'' . V'' = M . V
1 . 0,5 + 2 . 1,5 = M . 2
0,5 + 3 = M . 2
M = 3,5 / 2
M = 1,75 mols/L

sábado, 28 de maio de 2011

Diluição de soluções...

   Diluir significa acrescentar solvente.



    A nova concentração pode ser calculada a partir das expressões:

C1 V1 = C2 V2     para concentração comum.

M1 V1 = M2 V2    para concentração molar.

Título...

    Título de Massa:

    Pode relacionar a massa de soluto com a massa da solução ou o volume do soluto com o volume da solução.

T = m1/m 

    O título em massa não tem unidade, pois é uma divisão de dois valores de massa (massa do soluto pela massa da solução), e as unidades se “cancelam”.

    Como a massa de soluto nunca poderá ser maior que o da própria solução, o valor do título nunca será maior que 1.

    Multiplicando o título por 100, teremos a porcentagem em massa de soluto na solução (P):

P = 100 . T


  Título de Volume:

   Relaciona o volume de soluto com o volume de solução.

T = V1/V

   O título em volume não tem unidade, pois é uma divisão de dois valores de volume(volume do soluto pelo volume da solução), e as unidades se “cancelam”.

   Como o volume de soluto nunca poderá ser maior que o da própria solução, o valor do título nunca será maior que 1.

Multiplicando o título por 100, teremos a porcentagem em volume de soluto na solução (P):

P = 100 . T